23 de mai de 2013


UM ERRINHO

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Foi só um erro. Um errinho. Uma hora, ou talvez 26 minutos, sei lá, que mudaram tudo. Fico pensando nisso antes de dormir. Em como as coisas poderiam ter sido diferentes. Mas não depende de mim. Ou melhor, não dependeu de mim. Agora depende. Mas agora é fácil demais dizer que tudo pode ser de um outro jeito daqui para frente. Pois é tarde. O ponteiro do relógio já girou um milhão de vezes. O sol nasceu e se pôs, de um jeito lindo que fiz questão de fotografar, umas trinta. Eu, mudei de casa, empurrei móveis sozinha e fiz novos amigos. Que graças a Deus, você nem conhece. Sabe, eu fui em bar muito legal. E pela primeira vez em semanas, me diverti. Deixei que conhecessem a Helena. A sua Helena.
Tive várias conversas. Desabafei até não conseguir mais me ouvir contar a mesma história. No fundo eu queria que me dissessem o quão idiota você foi. Principalmente aquelas pessoas que viram o quanto eu me esforcei para dar certo. Mas disso, eu já sabia. E sabia também que era questão de tempo para você assumir que é uma criança. Daquelas que fazem arte e saem correndo para chorar no colo da mãe. Agora ela já não pode fazer nada por consertar os seus erros, né? Que peninha. leia mais 
texto feito por Bruna Vieira do blog "Depois dos Quinze"

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